domingo, 24 de agosto de 2014

Entrevista com coordenador (a) pedagógico (a).

No dia 18 de agosto fui muito bem recebida pelo (a) coordenador (a) pedagógico (a) de uma escola que prontamente respondeu algumas perguntas que fiz para o trabalho Final da disciplina de Sociologia. Através de suas respostas pude perceber que a escola onde o(a) coordenador(a) pedagógico(a) atua é uma escola que atende apenas alunos do Ensino Médio e possui um público bastante heterogêneo. Lá alguns alunos participam de grupos de dança, teatro e grupos como o Interact Rotary. A comunidade não é muito atuante, mas mesmo assim eles realizam reunião com os pais para a entrega dos resultados e Mostras Culturais que são bastante proveitosas e contam com um número razoável de pessoas. Como a escola tem um público diversificado é difícil identificar as particularidades de cada aluno, mas é perceptível que os alunos que vem da periferia tem dificuldades de adaptação e é muito complicado conciliar liberdade com as regras para o bom funcionamento do ambiente escolar. A escola respeita as diversas crenças e prega a importância da pluralidade religiosa, étnica, racial e sexual. A escola faz reuniões do colegiado com alunos e funcionários e lá são decididos diversos assuntos que envolvem a escola, os alunos são eleitos por seus colegas, isso demonstra o caráter democrático da instituição. A escola dá oportunidade e valoriza a todos, atendendo a todos em suas limitações e dificuldades, dá oportunidade aos alunos de lerem diversos livros, utilizarem internet e computadores da escola e o uso da quadra extra turno, buscando uma maior atuação dos alunos no ambiente escolar. A enturmação dos alunos do 1º ano é feita através o REM (Reinventado o Ensino Médio) onde os alunos ficam conhecendo as áreas em empregabilidade e os alunos escolhem qual área vão seguir e tentam seguir o critério de proporção entre meninos e meninas para montarem salas heterogêneas. 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Cotidiano na Escola

A vida na escola e a escola da vida

A vida na escola deveria ser uma experiência agradável para todos os alunos, mas infelizmente não é isso que podemos perceber no dia a dia. As crianças muitas vezes vão para a escola desmotivadas, obrigada pelos pais, não obtendo os resultados esperados. A muitos alunos não se sentem parte da sala de aula e os conteúdos que são ministrados parecem não ter ligação com o dia a dia deles, os conteúdos parecem algo que só serão úteis na sala de aula, não é algo aprendido para a vida.
Encontramos nas salas de aula alguns professores que também estão desmotivados e não fazem nada para despertar a atenção dos alunos. Professores esses que parecem ser “obrigados” a dar aula e não tem o amor que a profissão necessita. O Estado não capacita e nem remunera esses profissionais como deveria, apenas impõe regras, metas e obrigações a cumprir. Tem pais por sua vez não fazem a sua parte dentro de casa, não motivam seus filhos, não ensinam as tarefas e geralmente nem se preocupam em educá-los, acham que isso é dever apenas dos professores.
É muito complicada as condições que a escola tem enfrentado, a culpa na verdade é de todos: Estado, dos pais descomprometidos, dos professores desmotivados, o sistema. A responsabilidade só não pode ser imputada as crianças, pois na verdade são as maiores vítimas nessa situação. O livro A vida na escola e a escola da vida mostra claramente as condições enfrentadas na escola dia a dia. A educação no Brasil desde os primórdios exclui os menos abastados e favorece os de melhores condições financeiras, como se a escola fosse privilégio apenas dos ricos. O pobre, infelizmente, na maioria das vezes estuda em escolas públicas com situações precárias a vida toda para depois, se conseguir terminar o Ensino Médio, estudar em um faculdade particular de qualidade duvidosa algumas vezes. De contra ponto os filhos dos ricos estudam nas melhores escolas particulares e depois vão estudar em uma excelente universidade pública.

Precisamos rever o que tem sido ensinado na escola e a forma como tem sido ensinado e aproximarmos os conteúdos da escola com a vida do aluno para incentivá-lo a aprender. Cabe a cada um de nós fazermos a nossa parte para proporcionar um ensino de qualidade para todos os alunos independente de classe social, credo e cor. 

 

domingo, 1 de junho de 2014

Criação do Livro

Foi muito legal poder criar uma historinha. Segue abaixo o livrinho para a apreciação de vocês. Espero que gostem, pois foi feito com muito carinho e empenho.

http://issuu.com/daniellepedrosaalves/docs/aprendendo_a_ler_-_livro

domingo, 4 de maio de 2014

Educação e Mudança


"Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho." Paulo Freire



domingo, 27 de abril de 2014

Pichação




A pichação é uma ação para marcar presença, chamar atenção para si, manifestar.  O pichador tem a estética como valor secundário, no caso de desenhos ou ilustrações, eles costumam ser muito simples, próximos de símbolos. Os locais utilizados para a pichação nunca são autorizados ou cedidos, são sempre tomados de assalto. Para muitos pichação é uma forma de liberdade de expressão, para outros vandalismo.


Grafite é uma forma de manifestação artística em espaços públicos. A definição mais popular diz que o grafite é um tipo de inscrição feita em paredes.


Interessante e bonito é a história do profeta Gentileza que se tornou uma personalidade carioca, um tipo de “pregador” que se tornou conhecido por fazer inscrições peculiares sob um viaduto na Avenida Brasil, Rio de Janeiro, onde incitava as pessoas a viverem a gentileza e a aplicarem gentileza em toda a Terra.

terça-feira, 11 de março de 2014

A vida é muito para ser insignificante - Charles Chaplin

Já perdoei erros quase imperdoáveis, 
Tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também já decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
Já dei risada quando não podia,
Já fiz amigos eternos,
Já amei e fui amado, mas também já fui rejeitado,
Já fui amado e não soube amar.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
Já vivi de amor e fiz juras eternas, mas "quebrei a cara" muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
Já liguei só pra escutar uma voz,
Já me apaixonei por um sorriso,
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e......tive medo de perder alguém especial
(e acabei perdendo) Mas sobrevivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida...
e você também não deveria passar. Viva!
Bom mesmo é ir a luta com determinação,
Abraçar a vida e viver com paixão,
Perder com classe e vencer com ousadia,
Porque o mundo pertence a quem se atreve
e A VIDA É MUITO para ser insignificante"

Canção Óbvia - Paulo Freire

Escolhi a sombra desta árvore para 
enquanto esperarei por ti.
Quem espera na pura espera
repousar do muito que farei,
vive um tempo de espera vã.
Por isto, enquanto te espero
trabalharei os campos e
conversarei com os homens
Suarei meu corpo, que o sol queimará;
minhas mãos ficarão calejadas;
meus pés aprenderão o mistério dos caminhos;
meus ouvidos ouvirão mais,
meus olhos verão o que antes não viam,
enquanto esperarei por ti.
Não te esperarei na pura espera
porque o meu tempo de espera é um
tempo de quefazer.
Desconfiarei daqueles que virão dizer-me,:
em voz baixa e precavidos:
É perigoso agir
É perigoso falar
É perigoso andar
É perigoso, esperar, na forma em que esperas,
porquê êsses recusam a alegria de tua chegada.
Desconfiarei também daqueles que virão dizer-me,
com palavras fáceis, que já chegaste,
porque êsses, ao anunciar-te ingênuamente ,
antes te denunciam.
Estarei preparando a tua chegada
como o jardineiro prepara o jardim
para a rosa que se abrirá na primavera.

Paulo Freire
Genève, Março 1971.
In: Freire, P. Pedagogia da Indignação. São Paulo: UNESP, 2000.
Clássico do cinema. Tempos Modernos.
Filme sensacional!